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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
É 'nóis' na Abraji
Hoje, depois de muitos anos de namoro, tornei-me associado da Abraji (associação de jornalismo investigativo). Sempre gostei muito de montar meus próprios bancos de dados para elaborar pautas exclusivas e diferenciadas e também de fuçar em bancos de dados públicos. Essas técnicas são conhecidas como RAC (Computer Assited Reporting), algo como a prática de elaborar reportagens a partir do uso de bancos de dados com uma grande quantidade de informações. No Brasil, essas técnicas são conhecidas como jornalismo de precisão. Desde que assisti uma de palestra na USP uns dez anos atrás, comecei, por conta própria, a fuçar em bancos de dados públicos, a montar meus próprios bancos de dados e a organizar as constatações em gráficos. Tenho alguns projetos-piloto bem-sucedidos - um dia conto aqui alguns deles. Agora, quero aprender mais e aperfeiçoar minhas técnicas de apuração, organização e apresentação. Vamos ver no que vai dar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Atiradeira e vidraça
Gostei muito da matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo (Jornalistas são arrogantes e não querem ser melhorados, em 22/set/2009), fruto de uma sabatina com o onbudsman do jornal, Carlos Eduardo Lins da Silva. Ele teve coragem de falar muitas verdades constrangedoras e polêmicas. Quem, nas redações, já não pensou o mesmo? Na minha opinião, o melhor trecho é o seguine: "Os jornais, a imprensa, os jornalistas são arrogantes, prepotentes, não gostam de ouvir críticas em nenhuma hipótese e não querem ser melhorados. Se a imprensa não se autorregular, ela vai ser regulada por alguém e será pior para ela. Por que o ombudsman, que é uma forma modesta de autorregulação, não se dissemina no país e no mundo? Porque os jornais e a imprensa não gostam de ser reguladas nem por si próprias. A autorregulação é uma premência para a liberdade de imprensa." Os jornalistas estão acostumados a ser atiradeira - nunca vidraça.
Sociedade civil desorganizada
Os jornais (e a imprensa em geral) estão muito viciados em escutar sempre as mesmas fontes, sempre as mesmas pessoas - a chamada sociedade civil organizada. Que tal dar um pouco mais de espaço para a sociedade civil desorganizada? Já faz algum tempo que as multidões ou as pessoas simples podem contribuir para dar um tom mais realista às notícias.
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